terça-feira, 13 de julho de 2010

O crime mais antigo do mundo

Duas notícias que reflectem bem o muito trabalho que ainda há a fazer nos domínios da prevenção da violência sobre as mulheres em Portugal. E é inadmissível que tímidas evoluções possam sequer por um segundo servir para minimizar o problema.

- 29 mulheres assassinadas pelos companheiros em 2009 (DN, 14/07/2010)
- Queixas de violência doméstica aumentaram 11,3% por ano (Público,14/07/2010)

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

PT: interesse público, questão política, ou apenas um problema jurídico?

Por uma vez, estamos de acordo com José Sócrates na sua crítica "às posições ideológicas ultraliberais da Comissão Europeia" a propósito da queixa apresentada por esta contra o Estado português pela utilização pelo Governo dos direitos especiais contra a investida imperial da Telefónica na PT.

A ridícula resposta de Durão Barroso (ver aqui), no seu papel de notário diligente e servil dos interesses dominantes e procurando tapar o sol e a evidência com uma peneira, ao declarar que a questão é apenas jurídica, "não é política e muito menos ideológica", deu-nos pelo menos uma boa notícia:

Ao pretender justificar a sua condição de zelota da ortodoxia neoliberal comunitária, informou que a Comissão Europeia já apresentou queixa contra 7 outros Estados-membros (Espanha, Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Reino Unido, Itália) por razões semelhantes.

Mostrou assim que Portugal não está sozinho. Pelo menos nesta matéria, habituados que estamos aos últimos lugares, ocupamos o pelotão da frente da Europa! Afinal, quando toca a defender os interesses domésticos, os mais poderosos não fazem diferente e a invocada liberdade de circulação do capital predador até pode exigir limites.

Só é pena que Sócrates, cuja retórica tanto explora agora a defesa do interesse nacional e do Estado social, em confronto verbal com esse novo campeão do ultraliberalismo em Portugal que é Passos Coelho, não seja consequente e coerente, na sua orientação governativa, com este uso pontual pelo Governo dos direitos especiais do Estado enquanto accionista da PT. Ou teria que denunciar também as medidas anti-sociais que tomou, o PEC 1, o PEC 2 e o mais recente PEC 3, deixar de exaltar o lamentável Tratado de Lisboa com que Durão justifica as suas acções. Ou este caso da PT não passará dum incidente ou moeda de troca para que, mudando algo, tudo fique na mesma (mal).

O Governo deveria também extrair a consequência lógica desta guerra dos "mercados" e dos seus comentadores de serviço contra a decisão do Governo - voltar atrás na irracional política de privatizações anunciada, que agravam a prazo e não resolvem o problema do défice e da dívida, encarar seriamente a existência de empresas públicas nas áreas estratégicas dos bens públicos, queira ou não queira a UE. Ou vai limitar-se a pequenos actos de guerrilha, entradas de leão e depois compromissos de sendeiro, hoje na PT, amanhã na Galp ou na EDP, onde terá que lidar com problemas parecidos?

Também a saúde do Estado e dos negócios públicos melhoraria se o Governo socrático aprendesse com este episódio e abandonasse más companhias (como o BES e a Ongoing) enriquecidas à sombra da "situação" e que já mostraram, na sua reviravolta na PT logo que farejaram dinheiro graúdo, que o capital não tem pátria e que a defesa de centros de decisão nacional só serve para vagos e bem-pensantes manifestos de gestores prontos a alienar o negócio e a nacionalidade quando a fortuna lhes bate à porta. Os exemplos são abundantes.

Mas fica também uma outra conclusão moral e política deste episódio da PT: a condenação da hipocrisia de quantos (Sócrates,Cavaco Silva, outros dirigentes do PS, PSD e CDS-PP), quando Durão Barroso se pisgou para Bruxelas, abandonando o barco do Governo a meter água, elogiaram a sua nomeação por ser uma "honra" e do "interesse nacional" ter um português como Presidente da Comissão. Lembram-se? Viu-se!

Nota: a obra de arte utilizada é de Warhol ("Cifrão"), 1982.

(Henrique Sousa, da Direcção da ATTAC Portugal)

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Petição Plataforma Geral da Cultura

Na sequência dos cortes anunciados para o sector da cultura, cerca de 600 artistas reuniram-se na passada segunda-feira no Teatro Maria Matos em Lisboa. Foi consensual a contestação aos referidos cortes dadas as consequências nefastas que os mesmos acarretarão para a produção cultural nacional. Neste contexto, foi lançada uma petição (ver aqui). Convidamos naturalmente à sua assinatura.

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segunda-feira, 5 de julho de 2010

O Quiosque da ATTAC


Aqui ficam mais umas sugestões de leitura nesta segunda edição do quiosque da ATTAC:

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domingo, 4 de julho de 2010

Terminou o Fórum Social Europeu em Istambul

O Fórum Social Europeu de Istambul decorreu entre os dias 1 e 4 de Julho. Mais de 10 000 activistas participaram na manifestação final contra a crise financeira e pelos direitos humanos (ver aqui).

Aqui fica também o vídeo da manifestação mundial de mulheres realizada durante o Fórum.

Mais vídeos e notícias no World Social Forum TV e na página do FSE 2020 no Facebook.

Depois se fará o balanço desta importante assembleia altermundialista de movimentos sociais europeus.



(Henrique Sousa, da Direcção da ATTAC Portual)

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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Que tal ouvir os Portugueses?

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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Apelo da ATTAC France

Chère amie, cher ami,

Comme vous le savez, depuis sa création en 1998, Attac alerte sans relâche les citoyennes et les citoyens sur les périls de la finance mondialisée et dérégulée, et la crise financière qui a débuté en 2008 confirme nos pires craintes. Cette crise, qui rebondit actuellement en Europe, n'est pas une simple crise économique, mais la crise d'une civilisation d'avidité et d'irresponsabilité.

Avoir eu raison avant d'autres nous donne des responsabilités particulières. En France, avec la fondation Copernic, nous avons initié un rassemblement pour « faire respecter les exigences citoyennes sur les retraites », qui rencontre un large écho. En Europe, face à la déferlante des plans d'austérité, nous travaillons à une mobilisation citoyenne, seule capable d'imposer à terme la refondation d'une nouvelle Union solidaire et écologique, et d'éviter une flambée nationaliste et xénophobe aux conséquences imprévisibles. Au plan global, avec le mouvement syndical international et de nombreuses associations écologiques et de solidarité, nous portons notre exigence d'une taxation des transactions financières, pour désarmer les marchés financiers et financer les urgences sociales et écologiques.

Mais le décalage est vertigineux entre nos ressources et nos responsabilités. Par souci d'indépendance Attac dépend presque uniquement des adhérents et sympathisants pour se financer. C'est pourquoi nous faisons aujourd'hui appel à vous. Pour approfondir notre démarche d'éducation populaire, pour tisser les liens et les alliances qui permettront aux mouvements sociaux de sortir de l'impuissance, pour travailler à la construction d'alternatives, Attac a terriblement besoin de vous.

En adhérant à Attac, quelles que soient vos disponibilités, ou en faisant un don même minime, vous soutiendrez un mouvement citoyen qui combat les racines d'un mal qui ronge notre société, l'hégémonie de la finance sur nos vies. Vous savez que ce soutien ne servira ni écurie présidentielle ni ambitions personnelles. Notre mouvement n'a qu'un objectif: promouvoir l'intervention démocratique des citoyens dans les affaires communes. Pour nous réapproprier ensemble l'avenir de notre monde, aujourd'hui gravement menacé.

Votre contribution, quelle qu'elle soit, sera un grain de sable supplémentaire dans les rouages de la machine à broyer les solidarités.

Avec nos salutations amicales et fraternelles,

Aurélie Trouvé, Thomas Coutrot
coprésidents d'Attac France

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Para mais informações, ver http://www.attac.fr/

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