quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pedido de Resgate Financeiro do Estado Português


RESGATAR OS CREDORES, SEQUESTRAR DOS DEVEDORES

1. O Governo Português apresentou um pedido de resgate financeiro ao FEEF/FMI. Este pedido é o corolário de décadas de opções erradas no domínio das políticas económicas e sociais que fragilizaram o país e o tornaram refém das chantagens do poder financeiro. Nos últimos trinta anos, a acelerada desregulação e liberalização da economia, apresentadas como receita para o crescimento económico, resultou ao invés na destruição da capacidade produtiva e consequente aumento da dependência externa. Esta opção política, partilhada pelos sucessivos governos nacionais, viu as suas consequências agudizarem-se pelo espartilho neoliberal das regras orçamentais decorrentes dos tratados europeus, que sacrificaram o crescimento económico em nome da rigidez de critérios financeiros nominais inadequados às condições reais da economia portuguesa. A crescente financeirização da economia mundial, a falta de resposta atempada da UE às crises financeiras no espaço comunitário, o desajuste do Pacto de Estabilidade num contexto de crise económica e as opções de política interna, nomeadamente a imposição de vários pacotes de austeridade que nunca se auto-bastaram, levaram o país, num espaço de dez anos, de uma crise orçamental a uma crise económica e social sem precedentes.

2. O pedido de resgate agora anunciado, resultará num sequestro das reais possibilidades de combate à crise e às suas nefastas consequências económicas e sociais. Os presentes exemplos das intervenções de resgate financeiro em curso na Irlanda e na Grécia, demonstram à saciedade que somar recessão à recessão tem custos sociais incomportáveis e nenhuma eficácia no relançamento do crescimento económico.

3. Perante as actuais circunstâncias a ATTAC desenvolverá, em contacto com outras associações, movimentos e forças sociais as acções necessárias à construção de uma alternativa à crise, que desmistifique a inevitabilidade deste rumo neoliberal.

ATTAC Portugal

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Assembleia Geral da ATTAC Portugal

Convocatória

Assembleia Geral da 
ATTAC – Plataforma Portuguesa

De acordo com os Artigos 8º e 9º dos Estatutos, convocamos para o próximo dia 31 de Março, Quinta-feira, às 18 horas, na sede* da ATTAC, em Lisboa, a Assembleia Geral da Associação com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Análise da situação e perspectivas de actividade da ATTAC. Aprovação do Relatório de Contas de 2010 e do Plano e Orçamento para 2011.
2. Eleição dos Corpos Sociais (Direcção, Mesa da Assembleia Geral e Concelho Fiscal)

Se à hora marcada não estiverem presentes a maioria dos Associados, a Assembleia reunirá 1 hora depois com qualquer número de presenças.

Lisboa, 10 de Março de 2011

Pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral
António Avelãs


* Sede da ATTAC: Rua Febo Moniz, nº 13, R/C. Próximo do Metro dos Anjos
** O exercício de voto, de eleger e ser eleito na Assembleia Geral, implica o pagamento da quota mínima anual de 15 Euros relativamente ao ano corrente. O pagamento poderá ser feito na própria Assembleia

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domingo, 27 de março de 2011

Cortar nos Bolsos de Quem Precisa para Salvar a Banca e as Grandes Fortunas? Não! PORTUGAL UNCUT



Nasceu o Portugal Uncut. Eis o texto de apresentação:

Portugal Uncut é um movimento recém-criado, inspirado no seu homónimo Britânico, UK Uncut, o movimento anti-austeridade que surgiu no Reino Unido a 27 de Outubro de 2010, apenas uma semana depois de George Osborne (actual chanceler britânico do tesouro) ter anunciado os cortes mais profundos nos serviços públicos desde 1920. Nesse dia, cerca de 70 pessoas percorreram a Oxford Street, entraram numa das principais lojas da Vodafone e sentaram-se. Estava a fechada a loja líder da Vodafone, empresa conhecida pelas suas práticas de evasão fiscal. Até então o movimento UK Uncut apenas existia como #ukuncut, uma hashtag do Twitter que alguém tinha imaginado na noite anterior ao protesto. Enquanto os manifestantes estavam sentados à porta a entoar palavras de ordem e a entregar panfletos aos transeuntes, a hashtag espalhou-se pelo Reino Unido, e as pessoas começaram a pensar repetir a acção. A ideia tornou-se viral. A fúria fervilhante contra os cortes transbordava. Apenas três dias depois cerca de trinta lojas da Vodafone em todo o país tinham sido encerradas.
Hoje, o movimento Uncut vai-se alastrando rapidamente a todo o planeta. Já existe em vários dos Estados Unidos da América, na Irlanda, no Canadá, na Holanda, na Austrália e em França.
O Portugal Uncut pretende desenvolver acções contra os cortes brutais, desnecessários e cegos nos serviços públicos e transferências sociais em todo o país. O corte nos benefícios fiscais, nas prestações sociais, no investimento público e nos salários vai atingir todos os aspectos da nossa vida: desde os cuidados médicos à educação, passando pela habitação, pela protecção ambiental, os incentivos ao desporto e às artes.
Quem continua imune aos cortes? Os lucros das maiores empresas, dos contribuintes privados das classes mais altas e a banca. Este modelo está errado. Não funciona e é injusto. A realidade e múltiplos estudos económicos demonstram-no. Apesar disso, é-nos imposto como inevitável. Os cortes em salários que já são demasiado baixos, o corte em benefícios fiscais que resgatam muitas famílias e indivíduos de situações catastróficas, e um complexo sistema mundial — que permite que “criativos de planos fiscais internacionais” canalizem os rendimentos para paraísos fiscais — garantem que somos nós a financiar a economia da crise, enquanto outros lucram com ela e se recusam a contribuir com o mínimo que lhes é exigido: pagando impostos.
Os bancos, através de condições legais vantajosas, conseguem pagar cada vez menos impostos enquanto os seus lucros crescem exponencialmente.
Chegou a hora de lhes mostrar isto: a água que sustenta o barco também o pode derrubar. Junta-te ao Portugal Uncut e vamos obrigar as empresas que fogem aos impostos a pagar.
Portugal Uncut é um movimento horizontal. Tal como nos restantes Uncut, queremos chegar a todos os grupos etários e de todas as origens sociais. Trata-se de um movimento independente e apartidário com o objectivo de desmantelar um sistema que favorece as finanças e não a comunidade. Não temos um modelo de protesto fixo, um discurso formatado, não saímos à rua a horas certas e não precisamos de sair todos ao mesmo tempo. Somos um movimento pacífico, as nossas armas são a imaginação, a informação e o poder que temos quando nos juntamos — na rua, nas redes sociais, por aí.
Explora o nosso site, “gosta” da nossa página no Facebook, segue-nos no Twitter e lembra-te de visitar os grupos Uncut que se formaram e ainda virão a formar-se um pouco por todo o mundo. Procura a tua inspiração nos milhares de pessoas que já se juntaram mundo fora e nas dezenas de protestos que já se fizeram.
Se quiseres organizar um protesto na tua cidade, fá-lo! Lá nos encontraremos!

(Adaptado a partir do texto de Anne Marshall no Canada Uncut. 25 Fev. 2011)

Site
Facebook
Twitter

Mariana Avelãs
(Direcção da ATTAC Portugal)

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sábado, 26 de março de 2011

Em Abril, Esperanças Mil!


JANTAR CONVÍVIO
15 DE ABRIL, 6ª FEIRA
Cantina Velha (Lisboa), 19h30
Intervenção de Tiago Gillot 
(Activista dos movimentos de trabalhadores precários)
Custo: 13 euros.

Nós que, pela esquerda, vimos de muitos lados e que vamos por muitos lados, não queremos dizer apenas NÃO!
Nós, em Abril dizemos: SIM!
É certo que passamos o ano a protestar contra a opressão, contra a exploração e a discriminação. A reclamar que nos roubam no salário e nos privatizam a sociedade. Mas em Abril queremos a liberdade, a igualdade, a solidariedade e a alegria de um Mundo melhor.
Por isso em Abril nos juntamos, neste jantar, para conviver, para conversar e para procurarmos os SIMs que a nossa inquietação exige. Unidos nas mil esperanças de Abril e com saudades do Futuro.

Mais informações, incluindo comissão promotora, aqui.
Evento no Facebook.

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segunda-feira, 14 de março de 2011

12 Março: chegou o tempo do vírus da revolta e da participação dos comuns?

As manifestações de 12 Março são um evento e um vírus positivo que marcam o início de uma nova fase na revolta e na mobilização activa dos comuns para se reapropriarem do controlo das suas vidas e do seu futuro. Agora as organizações políticas e sociais, os poderes, as elites, terão que ter em conta a irrupção na praça pública dos "de baixo", dos comuns, e da sua capacidade de associação, de convergência, de reclamação e de proposta. E da consciência conquistada de que as suas escolhas têm que contar nas políticas do futuro.

Resistindo à tentação fácil de canalizar um rio que felizmente saltou das margens que lhe foram impostas, por que não um movimento de participação e debate cidadãos, voltado para a construção concreta de alternativas que os poderosos não se cansam de insistir que não existem? Não uma vanguarda iluminada e disciplinadora, mas que dê voz aos comuns e aos saberes disponíveis para serem partilhados com os comuns. Não um movimento que seja "a" continuação do 12 Março, mas apenas um dos seus frutos.

É ou não o tempo de um movimento agregador de vontades cidadãs e de produção participada de novas alternativas e de novas políticas públicas? Vamos a isso?

Henrique Sousa, da Direcção da ATTAC Portugal

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sexta-feira, 11 de março de 2011

AMANHÃ A RUA É NOSSA!

Ponto de encontro da ATTAC em Lisboa: 15h em frente ao DN (temos materiais para distribuir, toda a ajuda é benvinda!)

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quinta-feira, 10 de março de 2011

12 de Março - A Luta É Alegria, e Eles Vão Participar. E Tu?


Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Paulo de Carvalho - E Depois do Adeus

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Chullage - Fartu

Eles vão | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Blasted Mechanism - I Believe

Eles vão | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Homens da Luta - A Luta é Alegria

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Rui Veloso - Chico Fininho

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Luis Represas - Feiticeira

Eles vão | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Kumpania Algazarra - Super Cali

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Vitorino - Menina Estás à Janela

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Valete - Subúrbios

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Nação Vira Lata

Eles vão | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Social Smokers - Poeta Peter Pan

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Fernando Tordo - Tourada

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Tiago Bettencourt - Só Mais Uma Volta

Ele vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Zé Pedro

Ela vai | 12 de Março | E tu? (Protesto da Geração À Rasca - Lisboa)
Lúcia Moniz - Dizer que Não

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