terça-feira, 28 de setembro de 2010

29 Setembro: lutar é cada vez mais preciso!

Sob a palavra de ordem Emprego, Salários, Serviços Públicos: Contra o Desemprego e as Injustiças, a CGTP convoca manifestações em Lisboa e no Porto, asssociando-se assim à Jornada Europeia de Luta convocada pela Confederação Europeia de Sindicatos, e que terá como centro uma grande manifestação em Bruxelas.

Perante a vaga neoliberal desencadeada pela "Santa Aliança" dos governantes da União Europeia, do FMI e da Finança, cavalgando a crise, para desferir novos golpes nos direitos sociais e nos humilhados e ofendidos do costume, não é mais possível calar a indignação, o protesto e a exigência de uma mudança de rumo. É tempo de nos obrigarmos "a vir para a rua e gritar", como cantava José Afonso.

O artigo de João Rodrigues no blogue Ladrões de Bicicletas é também uma oportuna e lúcida análise do que se está a passar (ver aqui).


(Henrique Sousa)

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domingo, 26 de setembro de 2010

Norman Finkelstein em Portugal

Entre 29 de Setembro e 1 de Outubro estará em Portugal o professor Norman Finkelstein. Polémico especialista na problemática do Médio-Oriente, Norman Finkelstein dará uma conferência em Lisboa e outra no Porto, devendo orientar um seminário no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

Em Lisboa, Norman Finkelstein apresentará uma conferência intitulada «The Repercussions of Israel’s Cast Lead Operation for the Future of its Occupation of the Palestinian Territories», a 29 de Setembro na Escola Secundária Luís de Camões, às 18.30. A mesma conferência será levada ao Porto no dia 30 de Setembro , às 18 horas, na Cooperativa Árvore. A 1 de Outubro Norman Finkelstein conduz a partir das 11 horas, na sala de seminários do CES, o seminário «Myths and Realities of the Israel-Palestinian Conflict».

São promotores das conferências e do seminário a Comissão Nacional de Apoio ao Tribunal Russel para a Palestina, o Grupo de Acção Palestina, o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, o Sindicato dos Professores do Norte, a Fundação Mário Soares e o Centro de Estudos Sociais.

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El Gran Casino Europeo

El gran casino europeo from ATTAC.TV on Vimeo.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Petição pelos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio

A pedido da ReAJ (Rede Jovem da Amnistia Internacional Portugal, divulgamos este vídeo de apelo à assinatura da petição da AI sobre o cumprimento dos ODM (Objectivos de Desenvolvimento do Milénio ).
Ajudem também na divulgação. Ainda vamos a tempo, e todas as vozes e assinaturas são importantes!


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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Que moderno, uau!

"O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse hoje que “o mercado laboral está numa situação catastrófica” e afirmou que "as regras do jogo mudaram" e esta situação não se inverterá com “as velhas receitas”. (Público, 13/09/2010)

Momentos como os actuais são sempre propícios a jogos de palavras. Neste caso concreto, ficámos sem saber o que são as "velhas receitas" apontadas pelo director do FMI e muito menos sabemos quais são as "novas" (podemos quando muito deduzir o que serão tendo em conta quem clama por elas). Apesar da indefinição e vazio até da proclamação, o sr. fica como alguém que quer algo novo. Deve ser alguém muito moderno, portanto. Uau!
(Imagem: World Bank)

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

A ciganice de Sarkozy

Crónica de Ricardo Araújo Pereira na Visão de 26 de Agosto

A crise económica que o mundo vive é complexa, e não é fácil apontar com exatidão o momento em que terá principiado, mas o governo francês já identificou os seus responsáveis: são os ciganos. A descoberta não terá apanhado ninguém de surpresa. A bem dizer, todos sabíamos do papel que os ciganos desempenharam no descalabro financeiro norte-americano e, subsequentemente, mundial. O conselho de administração do banco de investimento Lehman Brothers era integralmente constituído por ciganos. Uma das razões da falência do banco foi, aliás, o facto de os seus administradores só pegarem ao serviço à tarde. De manhã estavam na feira, a vender T-shirts de contrafação. Bernard Madoff, cuja tez morena é bem reveladora de ascendência cigana, confessou ter planeado o seu esquema fraudulento ao som dos Gipsy Kings. E subprime é um termo do dialeto cigano que significa "ai, Lelo, vamos conceder empréstimos imobiliários de alto risco até provocar a insolvência de três ou quatro grandes instituições financeiras".
Ninguém sabe bem a razão pela qual os gregos elegeram um governo de ciganos, mas o facto é que eles estão lá, a fazer crescer a dívida externa e a arrastar a Europa para a falência. E Sócrates, não sendo cigano, é, no entender de muitos, um ciganão. Creio que é óbvio para toda a gente que a crise económica é mundial precisamente porque os ciganos, sendo nómadas, conseguiram levá-la a todo o lado.
É mais do que natural e justo que o governo francês tenha perdido a paciência com os prejuízos que esta etnia tradicionalmente ligada à alta finança tem provocado e, por isso, como costuma suceder em França com os estrangeiros que não têm categoria suficiente para representar a seleção francesa de futebol, os ciganos foram recambiados para o seu país de origem. País esse que, neste caso, é a Roménia - que faz parte da União Europeia. É azar: os ciganos, que são um povo sem fronteiras, têm algumas dificuldades para circular na Europa sem fronteiras. Ainda assim, um povo tão habituado a ler a sina deveria ter adivinhado que isto da livre circulação de pessoas iria ser prejudicial para quem é nómada. Era mais que óbvio.
Não ignoro que a medida de Sarkozy tem sido criticada, mas apenas pelos radicais de esquerda do costume. Como o Papa. A verdade é que os ciganos só trazem problemas. Recordo que o cigano mais famoso de sempre era estrela de cinema. Chamava-se Charlie Chaplin. Se bem me lembro, era raro o filme em que ele não arranjava problemas com a polícia. Aquilo está-lhes no sangue.

Concentração contra a Expulsão de Ciganos em França
Sábado, 4 de Setembro, às 15h30
Embaixada de França
Rua de Santos-o-Velho, 5
Lisboa

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lisboa por Sakineh — 100 Cidades contra a Barbárie


Um grupo de cidadãos de Lisboa está a organizar um protesto contra a lapidação da pena de morte, apelando pela vida da iraniana Sakineh Ashtiani, inserido no movimento global "100 cidades contra a barbárie".

Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43 anos, viúva, dois filhos, condenada à morte na República Islâmica do Irão. Condenada à morte pela República Islâmica do Irão. Condenada à morte por viver numa República Islâmica, com base nisso a que se dá o nome de “lei islâmica” e que na declinação iraniana decreta que as mulheres acusadas de relações sexuais “fora do casamento” devem ser lapidadas. Mortas à pedrada. Com pedras do tamanho certo para que a morte seja lenta e atroz, para que a mulher enterrada até ao rosto possa sobreviver a dezenas de golpes enquanto à sua volta a turba faz pontaria e se congratula com “a vontade de deus”.
Mais de uma centena de pessoas foram assim executadas no Irão nos últimos anos, quase todas mulheres, quase todas por “adultério”. Há pelo menos 15 neste momento a aguardar execução. A outras foi à última hora comutada a pena, de lapidação para enforcamento. Houve alegações nesse sentido por parte das autoridades iranianas: esta mulher iria afinal ser enforcada. A morte, menos atroz, menos bárbara. Mas a morte.
Quarta-feira, 25, o tribunal reuniu mas parece não ter chegado a uma conclusão. Entretanto, as agências de direitos humanos denunciam que nos últimos meses houve centenas de enforcamentos no Irão e que estão milhares de pessoas no corredor da morte. Pelo menos 135 são menores. Os crimes em causa vão do homicídio à homossexualidade, mas também presos políticos têm sido executados. Em Dezembro de 2009, o Irão opôs-se a uma resolução da Assembleia da ONU que propunha a suspensão das execuções.
Sim, morre muita gente todos os dias. Morre muita gente executada, muita gente torturada, e não só no Irão. Gente condenada por regimes iníquos a nem sequer ter nome num túmulo. Gente cujo rosto nunca veremos, nunca fará cartazes, nunca povoará manifestações à volta do mundo. Sim, é assim. Tantas as tragédias, tantas as vidas à mercê, tanto o terror, a injustiça, a barbárie, tantas as celas escuras onde se tortura e mata, tantos os gritos e as lágrimas e as súplicas de que nunca saberemos e de que talvez não queiramos saber, tanto tanto por fazer, por acudir e nós sem sabermos como.
Sim, precisamos talvez de uma ocasião assim, de uma causa assim, de um nome e um rosto para nos sentirmos justos e capazes, para sentir que não somos indiferentes. Precisamos de Sakineh como ela de nós.
Precisamos de te dizer isto, Sakineh: que, dependa de nós, e a nossa voz, o nosso não, a nossa fúria, a nossa vontade e exigência moverão as montanhas que nos separam e os poderes que te condenaram, moverão até os deuses, se deuses houver para mover.
Vamos fazer de Lisboa uma das 103 cidades que no sábado, 28 de Agosto, da Austrália à Finlândia, do Brasil ao Iraque, da Turquia à Índia, se unem em resposta ao apelo do International Committee Against Execution (http://notonemoreexecution.org/100-cities-against-stoning), num protesto global contra a lapidação e a pena de morte, e apelando pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani. É às 18 horas, no Largo Camões. Contamos todos.

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